Posted in inaugurações - fotos | Leave a Comment »
edição arq|a #75/76
Nov/Dez 09
especial «geração z #01»
Posted in arq|a «geração z #01» | Leave a Comment »
Posted in convite | Leave a Comment »
conferência/debate: MOOV + ARQUITECTOS ANÓNIMOS
com Pedro Gadanho e Luís Santiago Baptista


















Posted in debate 29 Out - fotos | Leave a Comment »
Inauguração da Exposição
MOOV + ARQUITECTOS ANÓNIMOS













Posted in inaugurações - fotos | Leave a Comment »
MOOV + ARQUITECTOS ANÓNIMOS
exposição: 21 out/18 nov 2009 *Galeria OASRS
inauguração: 21 out *21h
conferência/debate com Pedro Gadanho e Luís Santiago Baptista: 29 out *21h

Posted in convite | Leave a Comment »
O projecto GERAÇÃO Z está a ser desenvolvido desde 2007 pela revista de arquitectura e arte arq|a, com o objectivo de mostrar, analisar e debater as emergentes práticas arquitectónicas portuguesas. Este interesse específico pelos novos ateliers partiu da convicção de que a arquitectura nacional está a atravessar um processo estrutural de mutação que começa agora a manifestar-se de modo mais evidente.
Desde logo, a nossa proposta de uma GERAÇÃO Z, grosso modo aquela dos nascidos a partir de meados da década de 70, na arquitectura portuguesa contemporânea não é inocente. De facto, ela deriva de uma definição anterior de duas gerações na arquitectura portuguesa recente, proposta por Pedro Gadanho e Luís Tavares Pereira, na exposição Metaflux para a 9ª Bienal de Arquitectura de Veneza em 2004. Nessa exposição marcante, os comissários diferenciavam duas gerações de arquitectos portugueses, a mais velha X dos nascidos no final da década de 60, e a mais nova Y dos nascidos no início da década seguinte, procurando assinalar com essa dicotomia importantes alterações no modo de entender e praticar a arquitectura em Portugal. Essas mudanças estavam no essencial relacionadas quer com a disseminação da informação disciplinar através dos mais diversos suportes físicos e virtuais, quer com as crescentes práticas de deslocação internacional dos estudantes e arquitectos portugueses.
Em termos gerais, a ideia de uma mudança geracional na arquitectura portuguesa manifesta-se essencialmente por um progressivo distanciamento dos mais jovens em relação à concepção ideológica e estética que tem caracterizado a arquitectura portuguesa contemporânea. Neste sentido, procura marcar o estilhaçamento e dissipação das identidades que sustentam a especificidade da arquitectura portuguesa. No fundo, esta distinção geracional procura captar a mudança de atitude por parte dos arquitectos mais jovens, para os quais as dicotomias disciplinares anteriores deixaram, em grande medida, de fazer sentido ou de ser operativas. Na verdade, nacional vs. internacional, local vs. global, público vs. privado, ética vs. estética, programa vs. forma, abstracção vs, figuração não são mais, para estas práticas emergentes, realidades consideradas opostas ou exclusivas. Por isso, assumem acima de tudo um posicionamento mais contaminante e híbrido, adoptando as estratégias criativas mais eficazes e expeditas, tendo em conta a resposta a uma situação específica. De facto, não se pode falar aqui meramente de questões programáticas, formais ou estéticas, mas principalmente de novas abordagens e metodologias de trabalho. E isto reflecte-se claramente nas mudanças nos modos de estruturação dos ateliers, quase todos adoptando a forma de colectivo, e no desenvolvimento de colaborações, que atravessam múltiplos interesses e campos disciplinares, desde o design ao urbanismo, passando pelas ciências humanas e pela investigação tecnológica.
Mas o que define então a GERAÇÃO Z? Qual a sua especificidade em relação às gerações anteriores? Mais do que uma simples proposta sociológica de diferença geracional (as gerações não se definem por tão curtos espaços de tempo), a nossa ideia de uma GERAÇÃO Z aponta para uma mutação mais genética do que cultural. Isto é, uma redefinição geracional mais estrutural do que programática, mais intrínseca do que extrínseca. Se a GERAÇÃO Z é sempre por natureza a última, então o que está em causa não será tanto a superação das gerações anteriores, com as suas habituais lógicas de oposição e conflito, mas a iminência da perda de relevância ou esbatimento da própria questão geracional. Não deixa por isso de existir algo de paradoxal na denominação GERAÇÃO Z. Efectivamente, perante a consciência crescente da multiplicidade da realidade, a GERAÇÃO Z será aquela que já não consegue, nem mesmo deseja, configurar-se segundo um programa ou modelo agregador, geracional ou outro. Mas, apesar da falta dessa base ideológica comum, as práticas emergentes da GERAÇÃO Z partilham tanto uma visão aberta e descomplexada da realidade cultural e produtiva contemporânea como uma abordagem mais actuante e participativa ao projecto arquitectónico.
O programa GERAÇÃO Z iniciou-se no final de 2007, quando começámos a convidar práticas arquitectónicas emergentes a mostrar o seu trabalho num caderno específico, integrado na revista arq|a. Neste caderno, pedimos a novos ateliers por nós seleccionados para apresentarem livremente a sua actividade em 8 páginas, defendendo que o trabalho exposto e o modo a sua apresentação são realidades cada vez mais interdependentes e interrelacionados. Ao fim de quase uma dezena de participações, os cadernos amplamente diversificados demonstram a pluralidade das abordagens dos novos ateliers portugueses.
Agora, respondendo a um desafio da OASRS, vai iniciar-se um novo estádio do programa GERAÇÃO Z, com um primeiro ciclo de exposições, compreendendo 4 práticas emergentes (1ª sessão: MOOV +arquitectos anónimos®; 2ª sessão: kaputt! + AUZprojekt). A estes ateliers é pedido que mostrem o seu trabalho, apropriando o espaço tridimensional da galeria de exposições da sede da Ordem dos Arquitectos, tal como antes o tinham feito bidimensionalmente com as páginas do caderno GERAÇÃO Z da revista arq|a. O trabalho apresentado e a forma da sua exposição serão, deste modo, da responsabilidade criativa e produtiva dos ateliers envolvidos, sob nossa supervisão curatorial. Este programa compreende não só um ciclo de exposições, mas igualmente o lançamento de uma revista-catálogo «GERAÇÃOZ #1», a realização de uma série de conferências-debate com os ateliers e críticos convidados, a abertura do blog «http://geracaoz.wordpress.com» e, finalmente, a antevisão do próximo ciclo com a conferência «NEXT: GERAÇÃO Z #2» (Embaixada + Extrastudio + plano b + ReD).
Tal como afirmámos no momento de lançamento deste programa, depois das gerações X e Y, eis a GERAÇÃO Z!
Luís Santiago Baptista
Posted in sobre | Leave a Comment »





















