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Exposição kaputt! + AUZprojekt
26 nov/23 dez 2009 *Galeria OASRS
fotos: FG+SG

Exposição MOOV + ARQUITECTOS ANÓNIMOS
21 out/18 nov 2009 *Galeria OASRS
fotos: FG+SG

O projecto geração z está a ser desenvolvido pela revista arq/a, com o objectivo de mostrar, analisar e debater as emergentes práticas arquitectónicas portuguesas. Este programa curatorial iniciou-se no final de 2007, quando começámos a convidar práticas emergentes a mostrar o seu trabalho num caderno específico, integrado na revista. Neste caderno, pedimos a novos ateliers para apresentarem livremente a sua actividade, defendendo que o trabalho exposto e o modo a sua apresentação são realidades cada vez mais interdependentes e interrelacionados. Ao fim de quase uma dezena de participações, os cadernos amplamente diversificados demonstram a pluralidade das novas abordagens. Agora, respondendo a um desafio da OASRS, iniciou-se um novo estádio com o ciclo geração z #1, que inclui exposições, conferências e debates com 4 práticas emergentes, a saber, MOOV, Arquitectos Anónimos®, Kaputt! e AUZprojekt. A estes ateliers foi pedido que mostrassem o seu trabalho, apropriando o espaço tridimensional da galeria de exposições, tal como antes o tinham feito bidimensionalmente com as páginas do caderno geração z. O trabalho apresentado e a forma da sua exposição foram da responsabilidade criativa e produtiva dos ateliers envolvidos, sob nossa supervisão curatorial. No âmbito da organização da exposição e da realização desta revista-catálogo revelaram-se alguns factos que atravessam estas 4 práticas emergentes. Desde logo, a denúncia do agravamento das condições profissionais dos mais jovens e uma vontade de distanciamento da questão da autoria individual. Depois, nenhum destes ateliers assume uma influência determinante no percurso formativo e profissional. Por fim, nenhum dos ateliers sabe muito bem o que estará a fazer daqui a dez anos. Arriscaríamos dizer, apesar da reduzida amostra, que a geração z é a primeira que não tem origem clara nem futuro definido. No entanto, apesar da proveniência difusa e do destino incerto, esta nova geração parece não temer falta de paternidades nem ausência de programas predefinidos. Perante o espectro da renúncia, virou-se para a única saída possível, investindo na apropriação criativa do presente e numa renovada atenção às solicitações da realidade concreta. Em primeiro lugar, o atelier MOOV tem desenvolvido uma actividade abrangente, questionando os limites disciplinares da arquitectura: “O MOOV é um estúdio com uma prática adisciplinar que cruza projectos de arquitectura e urbanismo com instalações, vídeo e performance. Este modo de operar permite uma contaminação de processos, pessoas e ideias.” Habitando um espaço indefinido, este atelier lisboeta desenvolve simultaneamente projectos arquitectónicos, propostas conceptuais, instalações artísticas, performances urbanas e acções sociais. Apesar do campo alargado, algumas ideias atravessam a sua produção, nomeadamente as abordagens ecológicas e sustentáveis low-tech e low-budget e uma abertura e disponibilidade pouco comuns para a participação dos utilizadores tanto na fase da concepção como de apropriação. Como referem, “as práticas arquitectónicas recentes são mais híbridas em termos disciplinares e promíscuas em termos autorais”, pelo que “incentivamos a mistura de criadores, ferramentas e modos de pensar de diferentes campos na criação dos nossos projectos” de modo a “explorar o cruzamento de modos de pensar e actuar num único processo conceptual”. Estas estratégias exigiram a reformulação da organização do próprio atelier. Exigiram uma estrutura mais moldável, fazendo das colaborações pontuais ou periódicas não só a forma de suprir, em cada projecto específico, as lacunas e necessidades do colectivo base, mas principalmente uma estratégia para desconstruir a convencionalidade dos papeis tradicionais de cada interveniente. Em segundo lugar, os Arquitectos Anónimos® assumem uma posição crítica da ordem disciplinar baseada no génio individual, embora afastando-se de qualquer programa ideológico particular: “Arquitectos Anónimos® é uma antítese ao pseudónimo – não é um abrigo à expansão de um «eu» conquistado e seguro, mas uma regressão ao anonimato como conquista e credibilização do nosso trabalho.” A falta de oportunidades leva-os a adoptar uma atitude que definem como “conformismo activo” ou “pessimismo operativo”, conjugando de modo invulgar um pragmatismo nas abordagens com uma prática experimental. Esta atenção mais ao “processo” do que ao “resultado” não só estimula a relação activa com a realidade e potenciais clientes, como faz com que as suas obras se diferenciem substancialmente, conforme as exigências e vontades para resolver cada problema e projecto. O processo torna-se assim mais aberto e indeterminado e os resultados em grande medida específicos e imprevisíveis, vivendo “muito da perseguição a algo que não se domina, não se descobriu ou não se gosta ainda, ou não se consegue ver.” É neste sentido que os seus projectos podem convocar influências e fontes diversas numa atitude curiosa de constante aprendizagem. Em terceiro lugar, o Kaputt! é um grupo singular que leva ao limite a ideia de colectivo, como estratégia para responder às adversidades do contexto profissional. Questionando a “perspectiva do mundo e da arquitectura ultra umbilical” do arquitecto “herói” e “monge”, o Kaputt! faz das fraquezas da situação as suas forças produtivas, ao apostar na diversidade de intervenientes, encomendas, projectos e metodologias. A sua unidade não pode por isso ser encontrada nas propostas, sempre diversas e divergentes, mas nas estratégias criativas e processos participativos que orientam os projectos deste “autor multicéfalo”. Com uma grande variedade de estratégias e suportes, torna-se revelador a atenção que dão às formas de representação que comunicam as suas ideias. Sintomaticamente, uma vez que o trabalho desta geração  “existe quase exclusivamente em desenhos, fotografias, fotomontagens ou projecções tridimensionais” ou quanto muito em “construções efémeras”, as “imagens” tornam-se a sua “obra construída”, o único modo através do qual conseguem que a sua arquitectura “exista de facto”. Em quarto lugar, o AUZprojekt tem desenvolvido um trabalho que remete para uma ambiguidade singular, sintetizando a formação fenomenológica da Escola do Porto com um fascínio pelas potencialidades da ironia: “A técnica (urbana) possuída pelo desejo, o que não pode deixar de ser uma contínua troca de técnicas, mesmo que presos a uma metodologia e treino que nos fazem amar mexer nas coisas e… ter ideias no fim.” O trabalho deste colectivo nortenho tem sido marcado pela duplicidade: crítico da mercantilização mas hipnotizado pela sociedade de consumo, interessado na perenidade do objecto mas atraído pela efemeridade do andaime e do contentor, confiante na resposta pragmática a um problema mas seduzido pelo poder desestabilizador da ironia. O AUZprojekt gere estas aparentes contradições conforme as solicitações, saltando sucessivamente entre o sério e o descontraído, entre o crítico e o lúdico. No entanto, estes arquitectos sabem o que querem e se a balança tiver que pender é no lado da construção e da obra que querem estar: “Para se querer arquitectura é preciso «levar muitos murros nos olhos», o que só se consegue habitando os edifícios, visitando lugares, vivendo a cidade, e isso é algo que as imagens não nos dão.”

Luís Santiago Baptista

Decorreu entre 21 de Outubro e 23 de Dezembro no edifício dos Banhos de São Paulo, o programa curatorial de exposições e conferências GERAÇÃO Z #1 organizado pela revista arq|a no âmbito do programa «Arquitectura em Revista» promovido pela Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos. O programa Geração Z iniciou-se no final de 2007, quando começámos a convidar práticas arquitectónicas emergentes a mostrar livremente o seu trabalho num caderno específico, integrado na revista arq|a. Dando continuidade em novos moldes a essa primeira apresentação, foi pedido agora a 4 ateliers por nós seleccionados que mostrassem o seu trabalho, apropriando o espaço tridimensional da galeria de exposições da sede da Ordem dos Arquitectos, tal como antes o tinham feito bidimensionalmente com as páginas do caderno Geração Z. Neste primeiro ciclo GERAÇÃO Z #1 participaram 4 práticas emergentes, MOOV, Arquitectos Anónimos®, Kaputt! e AUZprojekt, divididos em duas sessões que integraram exposições e duas conferências-debate.
A 1ª sessão decorreu entre 21 de Outubro e 18 de Novembro com os ateliers MOOV e Arquitectos Anónimos®. As propostas expositivas revelaram dois posicionamentos diferenciados, os MOOV apresentando mais a lógica de estruturação do atelier, os Arquitectos Anónimos® centrando-se mais no trabalho realizado propriamente dito. A proposta «No Studio is an Island» dos MOOV compreendeu um programa informático, apropriado e manuseado pelos visitantes num estirador tradicional colocado no meio da galeria, que apresentava numa parede-ecrã todo o trabalho do atelier lisboeta atravessado pela vasta estrutura de colaborações que o permitiu. Num ambiente interactivo, os visitantes podiam descobrir e explorar cronologicamente os trabalhos realizados, sempre cruzados com as colaborações mais pontuais ou continuadas de outros ateliers, artistas ou agentes culturais, estruturadas no programa como percursos paralelos com contactos específicos com o percurso do atelier. Em suma, «No Studio is an Island» apresentou essencialmente uma rede estruturada de trabalho, com múltiplos contactos, conexões e derivações. Com grande clareza e simplicidade, os MOOV mostraram que as grandes mutações nas práticas arquitectónicas emergentes podem estar mais dirigidas a uma concepção aberta e participada ao projecto, responsável não só pelo distanciamento em relação a uma autoria individual mas pela grande abrangência das propostas, desde o projecto arquitectónico à instalação artística, passando pela intervenção social. Por outro lado, o atelier Arquitectos Anónimos® apresentou um conjunto de painéis, próximos da estrutura antes elaborada para o caderno incluído na revista arq|a. Cingindo-se à bidimensionalidade, a instalação destes arquitectos portuenses aproveitou de forma minimal o espaço expositivo através da ocupação de uma única parede da galeria. Os painéis de impressão de alta qualidade formaram um conjunto único que procurou apresentar os projectos mais significativos do atelier. Neste sentido, os Arquitectos Anónimos® pretenderam acima de tudo apresentar de forma clara e directa a diversidade do seu trabalho, recorrendo ao potencial da relação entre imagem e texto.
No dia 29 de Outubro realizou-se a conferência-debate desta primeira sessão do GERAÇÃO Z #1, com a presença dos ateliers MOOV e Arquitectos Anónimos®, o arquitecto e crítico convidado Pedro Gadanho e com apresentação e moderação de Luís Santiago Baptista. Após uma breve apresentação do projecto curatorial pelo comissário, iniciaram-se as conferências dos ateliers presentes. Se os MOOV, compostos por António Louro, José Niza e João Calhau, navegaram pela plataforma informática apresentada na exposição, esclarecendo com grande convicção e humildade as estratégias de trabalho do atelier, os Arquitectos Anónimos®, compostos por Filipe Afonso e Vasco Magalhães, navegaram on-line de modo informal pelo site do atelier, revelando as condicionantes e perplexidades processuais de alguns dos projectos mais marcantes do curto percurso do escritório. Os primeiros revelaram uma consciência pouco comum da necessidade de transformação das metodologias de trabalho tradicionais, como forma de responder afirmativamente à crise profissional actual. Os segundos manifestaram a vontade perseverante de acção concreta na realidade, apesar da distância entre a actividade experimental e a realidade produtiva. De seguida, Pedro Gadanho, co-comissário da importante exposição Metaflux de 2004 que introduziu a definição das gerações X e Y, desenvolveu uma análise crítica acutilante da questão geracional na arquitectura portuguesa. Recorrendo ao último livro de Douglas Coupland Generation A, curiosamente do mesmo autor que tinha definido há alguns anos atrás a Generation X, o crítico falou do «dispositivo» geracional como instrumento «classificatório» para perceber as mudanças na realidade concreta, concluindo com uma possível cartografia da Geração Z por nós proposta. Esta reveladora e incisiva reinterpretação crítica e propositiva da questão geracional na arquitectura portuguesa de Gadanho seria depois transcrita e apresentada como ensaio na revista-catálogo arq|a #75/76. Após as apresentações abriu-se então o debate a uma audiência numerosa e interessada. No debate discutiu-se intensamente a relevância da questão geracional e mais especificamente a definição de uma Geração Z, não deixando de se revelar uma certa distância entre os programas curatoriais dos críticos e as actividades dos arquitectos. No entanto, essas demarcações haveriam de se atenuar significativamente quando o debate se centrou mais especificamente nas condições produtivas, com uma consciência generalizada da degradação da situação profissional e das dificuldades de exercício da arquitectura pelas práticas mais jovens em Portugal.
A 2ª sessão do programa GERAÇÃO Z #1, que decorreu entre 26 de Novembro e 23 de Dezembro, apresentarou os ateliers Kaputt! e AUZprojekt. As propostas expositivas destes dois colectivos diferenciar-se-iam não só entre si, mas igualmente em relação às propostas da 1ª sessão. No entanto, ambos os ateliers optaram mais claramente pelo formato instalação com forte acento no impacto físico das propostas e na sua relação com o espaço da galeria. Por um lado, os Kaputt! investiram numa abordagem mais conceptual, através criação de um laboratório artificial de nome «Crisálida», onde o mundo vivo das borboletas e plantas convivia com as maquetas dos projectos do atelier. A dimensão fortemente alegórica da instalação, um ecossistema artificial pendurado do tecto e alimentado a soro e luz artificial, era depois complementada por uma série de ecrãs com imagens de contextualização conceptual e projectual das propostas do atelier. Os Kapput! demonstraram o potencial de aproveitamento de uma apresentação do seu trabalho como momento de reflexão crítica alargada sobre a sua condição de arquitectos. Por outro lado, mesmo tendo em conta as conotações simbólicas da ideia de porta, os AUZprojekt optaram por uma aproximação mais material, construindo uma estrutura articulada em forma de biombo a partir do aproveitamento de portas velhas, sobre as quais os elementos de projecto e texto manuscrito foram informalmente aplicados. A tensão sempre presente no trabalho deste colectivo entre um pragmatismo material e uma ironia instrumental seria ainda acentuada pela presença de uma série de maquetas, em grande medida esclarecedoras tanto das intenções conceptuais como do processo projectual do atelier. Os AUZprojekt revelaram que a exposição da sua produção arquitectónica pode ser um momento expressivo de conexão com a materialidade arquitectónica, reminiscente da realidade suja e impura da experiência de obra.
No dia 7 de Dezembro realizou-se assim a conferência-debate desta segunda sessão do GERAÇÃO Z #1, com os ateliers Kaputt! e AUZprojekt e com o arquitecto e crítico convidado Gonçalo Furtado, com apresentação e moderação de Luís Santiago Baptista. Depois de uma apresentação breve e primeiras considerações do comissário sobre a revista-catálogo arq|a #75/76, deu-se início às apresentações dos ateliers. Em primeiro lugar, os Kaputt!, representados por Sérgio Antunes e Kirill de Lancastre Jedenov, apresentaram com humor os pressupostos fundamentais e historial peculiar do extenso colectivo, caracterizando com grande consistência o seu posicionamento profissional. De seguida, os AUZprojekt, representados por Pedro Santos, apresentaram de forma irónica e descomprometida os trabalhos mais correntes e menos mediáticos do atelier, afastando-se deliberadamente da ideia de mostrar o best of. Se o voluntarismo da apresentação dos primeiros revela uma assumida ingenuidade perante a realidade profissional nacional, numa atitude de impressionante optimismo, a ironia corrosiva da apresentação dos segundos afirma o desencantamento com o contexto produtivo português, espelhado na realidade crua da encomenda. Após as apresentações dos ateliers, Gonçalo Furtado congratulou-se com a iniciativa, embora revelando importantes reservas em relação ao modelo geracional adoptado. Remetendo para uma perspectiva de rupturas e continuidades mais intergeracional, o crítico recuperou a sua leitura apresentada na exposição Tracing Portugal na Architectural Association de Londres em 2004. Por outro lado, Furtado não deixou de salientar que a deterioração das condições produtivas nacionais coloca problemas específicos às práticas mais jovens e em situação de afirmação. O debate aceso que se seguiu entre oradores e com a audiência viria e centrar-se em questões como a relevância das distinções geracionais propostas, o afastamento dos arquitectos jovens em relação à prática arquitectónica «propriamente dita» e a natureza dos efeitos disciplinares de uma cultura da imagem.
Por fim, no dia 21 de Dezembro realizou-se a conferência NEXT de antevisão do próximo ciclo de exposições GERAÇÃO Z #2, com a participação de novas 4 práticas emergentes, a saber, Plano B, Atelier Data, José Pedro Sousa/ReD e Extrastudio e moderação de Margarida Ventosa. Nesta conferência os 4 ateliers apresentaram sucintamente alguns trabalhos recentes como forma de preparação para as exposições do próximo ano. Eduardo Carvalho apresentou brevemente a abordagem ecológica do Plano B, com a sua síntese entre tecnologias tradicionais e industriais, revelando as dificuldades de sustentação efectiva de uma prática desta natureza. Inês Maia Vicente e Marta Mateus Frazão do Atelier Data mostraram algumas propostas de concursos, nas quais conciliam uma abordagem conceptual e diagramática com formalizações afirmativas e surpreendentes. José Pedro Sousa mostrou um conjunto de trabalhos de âmbitos muito diferenciados, incluindo concursos, exposições, workshops, casas, etc, defendendo as possibilidades das novas tecnologias aplicadas à arquitectura, com especial incidência nas relações entre métodos compositivos e processos produtivos. João Caldeira Ferrão dos Extrastudio apresentou um leque muito variado de trabalhos, um novo material, uma casa construída e um projecto de concurso, revelando as possibilidades de uma actividade ponderadamente experimental numa realidade cada vez mais normalizada.
Fechado o ciclo GERAÇÃO Z #1, resta agora esperar pacientemente a concretização prometida do próximo GERAÇÃO Z #2.

Luís Santiago Baptista

21 de Dezembro

conferência “NEXT” | GERAÇÃO Z #2 :
Plano B + Atelier Data + José Pedro Sousa/ReD + Extrastudio

foto: Paula Melâneo

7 de Dezembro

conferência/debate: kaputt! + AUZprojekt
com Gonçalo Furtado e Luís Santiago Baptista








fotos: Paula Melâneo

plano b + Atelier Data + extrastudio + José Pedro Sousa/ReD
conferência/debate “NEXT” | GERAÇÃO Z #2 :  *21 dez  *21h  *OASRS

26 de Novembro

Inauguração da Exposição
kaputt! + AUZprojekt

fotos: Paula Melâneo

edição arq|a #75/76
Nov/Dez 09
especial «geração z #01»

kaputt! + AUZprojekt
exposição: 26 nov/23 dez 2009 *Galeria OASRS
inauguração: 26 nov *21h
conferência/debate com Gonçalo Furtado e Luís Santiago Baptista: 7 dez *21h

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